Cristina Pita (CESAM/DAO) é a investigadora responsável pela participação da UA no projeto NETTAG+, que arrancou no início de maio. Os investigadores envolvidos no projeto propõem-se a desenvolver soluções inovadoras e sustentáveis para prevenir, evitar e mitigar os efeitos negativos do lixo marinho produzido pelo setor das pescas nos ecossistemas marinhos.

A Comissão Europeia anunciou no mês de Julho que foram financiados um total de 18 projetos para contribuir para a Missão da UE ‘Restaurar nosso Oceano e Águas’, da União Europeia, no valor de mais de 106 milhões de euros. Entre estes projetos, encontra-se o NETTAG+ envolve 15 parceiros de 7 países diferentes.

O mote do NETTAG+ é “prevenir, evitar e mitigar”. Nesse sentido, o projeto foca a prevenção da poluição marinha decorrente das atividades de pesca, trabalhando com os pescadores no papel de guardiões dos oceanos. O projeto visa desenvolver tecnologia (tags de localização acústica) para evitar a perda de artes de pesca e soluções de mitigação da perda das artes de pesca abandonadas, perdidas ou descartadas.
O NETTAG+ procura não só reduzir os impactos ambientais das artes de pesca abandonadas, perdidas ou descartadas, mas também transformar o paradigma da indústria pesqueira, capacitando os pescadores para desempenhar um papel ativo na proteção dos oceanos.

Segundo Cristina Pita, investigadora responsável pelo projeto na UA, “o projeto NETTAG+ vem no seguimento do projeto NETTAG, também financiado pela EU, que focou nestas mesmas temáticas na península ibérica. É muito raro ter a oportunidade de continuar e alargar um projeto, e o NETTAG+ permite-nos avançar o conhecimento gerado anteriormente e colocar em prática o trabalho já realizado. Permite-nos também expandir para outras áreas geográficas onde existe uma grande quantidade de atividade pesqueira, como é o mar Mediterrâneo. Para além disso, é também importante reforçar que uma das mais valias deste projeto é a multidisciplinaridade e cooperação. O NETTAG+ incluindo uma equipa de investigadores (envolvendo pessoas de ecologia marinha, socio-economia das pescas, deteção acústica, tecnologia de localização), as indústrias do setor pesqueiro e de fabrico de redes, e ONGs ambientais, essencial para a cocriação de soluções viáveis para a problemática do lixo marinho”.

Com uma meta para 2030, a Missão da UE “Restaurar o nosso Oceano e as Nossas Águas” tem como objetivo proteger e restaurar a saúde do nosso oceano e das nossas águas por meio da investigação e inovação, envolvimento dos cidadãos e investimentos azuis. A missão abordará o oceano e as águas como um todo e desempenhará um papel fundamental para alcançar a neutralidade climática e a restauração da natureza.

As Missões da UE são uma novidade do programa de investigação e inovação Horizon Europe e procuram oferecer soluções concretas para alguns dos nossos maiores desafios atuais.

Texto por: CESAM em colaboração com Cristina Pita (CESAM/DAO)

Este ano letivo Cristina Esteves (CESAM/DBio) teve oportunidade de regressar à escola onde completou o 1º ciclo do ensino básico, nos Açores, através do programa “Cientista Regressa à Escola”.

Este programa é promovido pela organização “Native Scientists” e tem como objetivo levar cientistas de volta à escola da sua infância, para realizarem oficinas de ciência com crianças. Os participantes recebem formação em comunicação de ciência para crianças, apoio para desenvolverem as oficinas e têm as despesas de deslocação e materiais cobertas.

Sobre a sua experiência nesta iniciativa, Cristina Esteves refere que “a participação num projeto como o “Cientista regressa à escola” tem uma dupla gratificação. Trabalhar com crianças é naturalmente difícil, mas também muito recompensador: é o público mais curioso e perspicaz, com perguntas sempre muito pertinentes nas quais, muitas vezes, nunca tinha pensado. Mas também é um público que (ainda) se deslumbra com as maravilhas da ciência. Por outro lado, regressar à vila onde cresci, traz recordações muito boas.
Não posso deixar de agradecer à Native Scientists a oportunidade de ter participado neste projeto e em especial à Joana Bordalo por todo o seu profissionalismo sempre regado por uma enorme simpatia, à Câmara Municipal de Vila Franca do Campo e à Secretaria Regional da Ciência e Tecnologia, sem as quais não teria sido possível “regressar à escola”.

Desde o ano de 2022, já regressaram às suas escolas 42 cientistas, sendo que a Universidade de Aveiro é parceira do programa desde o ano letivo de 2022/23. As inscrições para os cientistas interessados em participar podem ser feitas no site do programa. Para ser elegível, basta fazer investigação em qualquer área do conhecimento e ter frequentado o 1º ciclo do Ensino Básico em Portugal.

Este programa é uma oportunidade para aproximar a ciência das crianças e despertar o interesse pelos temas científicos desde cedo, contribuindo para uma maior valorização da educação científica no nosso país.

Para mais informações sobre o programa: [email protected]

Texto baseado em: notícias UA com o contributo de Cristina Esteves

Durante os dias 4, 18, 19 e 20 de julho, os voluntários da PRIO e a equipa do projeto SEAREST-BC do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro (CESAM-UA) uniram forças para realizar a importante tarefa de ajudar no restauro de pradarias marinhas na Ria de Aveiro.

Além da preservação da biodiversidade, a missão teve como objetivo compensar o impacto da atividade humana nessa região através do conceito de “carbono azul”.

Essa colaboração evidencia o valor do trabalho em equipa e ações conjuntas em prol da conservação do ambiente marinho e das áreas costeiras, destacando a importância da participação ativa de todos na busca por soluções sustentáveis para a proteção dos nossos recursos naturais.

Entre 10 e 14 de julho decorreu na Universidade de Aveiro, a 7ª edição do Curso Avançado de Escrita e Comunicação Científica. A edição de 2023 teve a organização conjunta do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro (DBIO) e da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade Católica Portuguesa (UCP).

“Esta edição, em que celebramos o décimo aniversário do curso, reveste-se de um significado especial: depois de 10 anos percebemos que as necessidades de formação a nível da comunicação de ciência (em todas as suas vertentes) são crescentes e que os (nossos) investigadores estão cada vez mais interessados em comunicar melhor a ciência de excelência que desenvolvem não só para os seus pares, mas para públicos cada vez mais diversificados” refere Ana Cristina Esteves, uma das organizadoras deste curso avançado.

Tendo esgotado as inscrições vários meses antes da data-limite, o curso contou com 25 participantes oriundos de diferentes cidades e organizações. Ao longo de cincos dias, estes participantes interagiram com diversos especialistas e exploraram diferentes ferramentas para desenvolvimento de competências tanto ao nível da escrita científica, como da comunicação com o público não especializado. De acordo com Ana Sofia Duarte da Universidade Católica Portuguesa (UCP), também ela membro da organização do evento, “o curso tem como grande objetivo dar resposta à necessidade que os nossos investigadores sentem (desde alunos ainda em fase inicial de formação até investigadores já doutorados) de contribuir ativamente para a sociedade. Assim o que lhes damos, é uma panóplia de ferramentas que podem utilizar para comunicar a sua ciência. Incluímos sessões sobre a vertente mais formal da comunicação – como a escrita de artigos científicos – até à comunicação com públicos não especializados.”.

Na componente do programa mais orientado para a escrita científica, Isabel Henriques (Universidade de Coimbra), Paula Fonseca (Instituto Politécnico de Viseu), Ana Sofia Duarte (UCP), Ana Cristina Esteves e Joana Pereira (CESAM/DBIO) abordaram temáticas relacionadas com a bibliometria, a escrita e revisão de artigos científicos. Por sua vez, na componente com maior enfoque na comunicação oral e com recurso a elementos visuais, Marta Tacão (CESAM/DBIO), Sara Costa (UCP), Norberto Amaral (CULTIV), Manuel Valença (CESAM), Renata Pinto (PR INFLUENCER) e Miguel Leal (CESAM & Science Crunchers), discutiram a importância da comunicação verbal e não-verbal e as especificidades da relação entre os investigadores e o ecossistema mediático nacional (jornalistas, meios de comunicação social, redes sociais, gabinetes e empresas de comunicação), assim como a produção de posters e resumos gráficos científicos.

Duas das sessões integradas no programa foram ainda abertas à participação de todos os interessados: “Desinformação e Pseudociência” por Diana Barbosa (Universidade Nova de Lisboa) e a mesa-redonda “Comunicação de ciência para crianças e jovens” com Anna Moura (UCP), Inês Ferreira Guedes (Centro de Ciência Viva Lagos), Joana Bordalo (Native Scientists), Ana Hilário e Sofia Ramalho (CESAM/DBIO).

Como refere um dos alunos (no inquérito anónimo realizado no final do curso): “Gostei imenso. Não alterava nada. As temáticas muito importantes que irão certamente alterar a minha forma de fazer as coisas. Aprendi muito”.

Dado o interesse e a receção positiva que este curso tem tido entre participantes, “estamos já a preparar a próxima edição: para além dos temas base que são sempre oferecidos neste curso, tentamos sempre trazer novos temas neste tópicos e novos convidados, fazendo questão de garantir  que algumas das sessões sejam abertas à comunidade académica” finaliza Marta Tacão membro da organização deste curso avançado.

Texto por: CESAM em colaboração com Ana Cristina Esteves (CESAM/DBIO), Marta Tacão (CESAM/DBIO) e Ana Sofia Duarte (UCP).

Duas publicações científicas da coautoria de Cristina Pita, investigadora do CESAM e do Departamento de Ambiente e de Ordenamento da Universidade de Aveiro, estão incluídos na lista de referências científicas que suportam a Resolução do Parlamento Europeu aprovada em 2023, “A situação da pesca de pequena escala na UE e perspetivas futuras”.

No início de 2023, após um processo de debates e votações parlamentares, foi aprovada a Resolução do Parlamento Europeu (PE) sobre a situação da pesca de pequena escala na União Europeia (UE) e perspetivas futuras. Possuindo um extenso conjunto de recomendações, esta Resolução considera ser necessário “reforçar a pesca de pequena escala ao longo da cadeia de valor, promover o aumento dos rendimentos da pesca e oferecer oportunidades de diversificação dos rendimentos”. Reforçando ainda o valor estratégico para a União Europeia de “melhorar as condições de exploração e garantir o futuro da pesca de pequena escala, artesanal e costeira”.

Na parte inicial do documento, o PE apresenta um conjunto de indicadores em que suporta as suas recomendações finais. Entre esses indicadores surgem duas obras da coautoria de Cristina Pita: o artigo “Small-scale fisheries access to fishing opportunities in the European Union: Is the Common Fisheries Policy the right step to SDG14b?” e o livro “Small-Scale Fisheries in Europe: Status, Resilience and Governance”.

O primeiro, publicado em 2020 na revista Marine Policy, mostra como a pesca artesanal não obtém ainda reais benefícios da Política Comum de Pescas europeia, devido à presença de vazios legais neste quadro legislativo e da perpetuação de uma injustiça distributiva ao nível local. O segundo corresponde a um livro, também publicado em 2020 e co-editado por José J. Pascual-Fernández, Cristina Pita e Maarten Bavinck. Este livro apresenta uma descrição detalhada da pesca de pequena escala em 25 países europeus, que Ratana Chuenpagdee refere, no prefácio do livro, “fornecerem uma vivida descrição da pesca de pequena escala, representando cabalmente as comunidades piscatórias e a sua herança cultural”.

De acordo com Cristina Pita, “esta resolução mostra que o PE, assim como as Nações Unidas, está a prestar mais atenção à pesca de pequena escala” e que “esta resolução é um excelente modo de encerrar o Ano Internacional da Pesca e Aquacultura Artesanais, o IYAFA 2022”. A investigadora salienta ainda que “ficamos muito orgulhosos de ver o nosso trabalho reconhecido e a ser usado pela tomada de decisão”.

A Resolução termina com o PE a encarregar a sua Presidente de transmitir o documento aos restantes órgãos europeus (Conselho Europeu e Comissão Europeia) e aos governos e parlamentos de todos os Estados-Membros.

O Parlamento Europeu é um importante fórum de debate político e de tomada de decisões a nível da UE. O Parlamento atua como colegislador, partilhando com o Conselho o poder de aprovar e alterar as propostas legislativas e de decidir em matéria de orçamento da UE. Fiscaliza igualmente o trabalho da Comissão e de outros órgãos da UE e coopera com os parlamentos nacionais dos países da UE, a fim de obter os seus pontos de vista.

Texto por: CESAM em colaboração com Cristina Pita

Encontra-se aberto concurso para a atribuição de 1 (uma) Bolsa de Investigação (BI) no âmbito do NETTAGPlus (Preventing, Avoiding, and Mitigating Environmental Impacts of Fishing Gears and Associated Marine Litter) do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) na área científica das ciências sociais, políticas ou ambientais e áreas afins. Fonte de Financiamento: União Europeia, Horizonte Europa (IA).

As candidaturas estão abertas entre 19 de julho até às 17h (hora de Lisboa) de 02 de agosto.

No domingo, 9 de julho, Tamara Stuij, doutoranda (CESAM/DBIO) no Laboratório de Estudos Moleculares de Ambientes Marinhos (LEMAM), recebeu o Prémio Ocean da Fundação Mirpuri 2023. Este prémio assinala a colaboração entre a Fundação Mirpuri e a Iniciativa Internacional de Recifes de Coral (ICRI) para o ano de 2023, com o objetivo de aumentar a consciencialização global e procurar soluções para a preservação dos recifes de coral em todo o mundo.

De acordo com Tamara Stuij, “É ótimo perceber que as pessoas se preocupam com os nossos oceanos e reconhecem a importância da investigação na procura de soluções para melhorar o estado atual e crítico dos recifes de coral. Participar na competição foi um grande estímulo para apresentar a minha investigação de forma abrangente, divertida e compreensível. Algo que é tão importante, mas também bastante desafiador! Receber este prémio é uma grande honra para mim e para a nossa equipa. Estamos profundamente gratos e entusiasmados por ver que o foco principal desta investigação recebeu um reconhecimento tão significativo. Esta distinção serve como uma forte motivação para continuarmos o nosso trabalho com renovado entusiasmo”.

A investigação realizada por Tamara durante a sua tese de doutorado revelou a importância das substâncias húmicas na resiliência dos recifes de coral. Utilizando experiências de microcosmos, ela mostrou que os corais sujeitos a stress térmico sem substâncias húmicas perderam a cor e tiveram uma menor eficiência fotossintética. Por outro lado, os corais tratados com substâncias húmicas não perdem a cor e as substâncias húmicas mitigaram os efeitos adversos do calor na eficiência fotossintética dos corais. Importante salientar que as substâncias húmicas também afetaram as comunidades bacterianas dos corais, enriquecendo microrganismos potencialmente benéficos. Estas descobertas salientam o papel pouco estudado das substâncias húmicas nos ecossistemas de recifes e corroboram a importância da preservação das florestas naturais, as principais fontes de substâncias húmicas nos ecossistemas marinhos, para manter a saúde dos recifes.

A investigação apresentada faz parte do projeto 4D-REEF. O 4D-REEF é financiado pelo programa de investigação e inovação Horizon 2020 da União Europeia, ao abrigo do acordo de concessão de bolsas Marie Sklodowska-Curie n.º 813360.

Texto por: Tamara Stuij traduzido por CESAM

Olga Ameixa, investigadora do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da Universidade de Aveiro (UA), foi nomeada membro do 4º Knowledge Coordination Body do EKLIPSE, um mecanismo financiado pela União Europeia que visa aproveitar o conhecimento disponível sobre biodiversidade e serviços dos ecossistemas para auxiliar decisores políticos na preservação do ambiente.  

A eleição de Olga Ameixa para o Knowledge Coordination Body fortalece a governança do EKLIPSE, sendo esta responsável por selecionar pedidos e garantir que as necessidades dos decisores políticos e outros atores sejam atendidas por meio do conhecimento especializado.  

O EKLIPSE é um mecanismo que atua por meio de uma abordagem colaborativa e multidisciplinar, para isso reúne especialistas de diversas áreas que trabalham juntos com o objetivo de encontrar soluções e respostas para os desafios ambientais. O mecanismo realiza análises, identifica lacunas no conhecimento, coordena investigações e produz relatórios e orientações práticas, de forma a promover a conservação da biodiversidade, a sustentabilidade e a melhoria das políticas e práticas relacionadas aos ecossistemas. 

Para mais informações sobre o EKPLISE aqui.  

Texto por: CESAM com base em notícias UA online

O Research Summit 2023 acontece na Universidade de Aveiro entre 12 e 14 de julho com o intuito de fomentar a colaboração e impulsionar a investigação. Este ano sob o tema “Sociedades Inclusivas, Inovadoras e Sustentáveis” o evento reúne investigadores, docentes e estudantes de diversas áreas e com diferentes backgrounds para partilhar os seus conhecimentos, resultados de investigações e ideias inovadoras.

O primeiro dia deste evento contou com a presença de Paulo Ferreira, reitor da Universidade de Aveiro e Artur Silva, vice-reitor, que moderou as sessões plenárias que preencheram o dia. Susana Loureiro, investigadora CESAM/DBio, participou numa destas sessões com o tema “Insetos, Circularidade e Sustentabilidade”, onde abordou a importância dos insetos na promoção da circularidade e das práticas sustentáveis.

Nos próximos dias do Research Summit 2023 destaca-se a presença de diversos membros do CESAM, incluindo vários alunos de doutoramento, que terão oportunidade de apresentar os seus trabalhos, desenvolver parcerias, partilhar know-how e estender a sua redes de contactos.

Obrigada a todos os nossos membros pela vossa participação neste evento.


Para mais informações sobre o Research Summit 2023 e sua programação aqui.

Texto por: CESAM

The aim of this call is to provide support for a small group of 2 to 4 Principal Investigators to jointly address ambitious research problems that could not be addressed by the individual Principal Investigators and their teams working alone. Synergy projects should enable substantial advances at the frontiers of knowledge and its transformative research should have the potential of becoming a benchmark on a global scale.Synergy Grants may be awarded up to a maximum of EUR 10 000 000 for a period of 6 years. The maximum amount of grants is reduced pro rata temporis for projects of a shorter duration. An additional amount of EUR 4 000 000 in total can be requested in the proposal to cover (a) ‘start-up’ costs for Principal Investigators moving to the EU or an Associated Country from elsewhere as a consequence of receiving the ERC grant and/or (b) the purchase of major equipment and/or (c) access to large facilities and/or (d) other major experimental and fieldwork costs, excluding personnel costs.The complete proposal is composed of:

  1. Administrative proposal forms (including Ethics Review Table);
  2. Research Proposal (Parts B1 and B2) uploaded in the submission tool as PDF files;
  3. Host institution(s) binding statement(s) uploaded in the submission tool as PDF files;
  4. Ethics review self-assessment (if applicable) and supporting documentation.

 Relevant documentation:

Results from others calls: 156 Synergies Grants with a total budget of 1581 M€ (Portugal has no SynG). CONSULT HERE.

Deadline is 8 November 2023!