O principal objetivo do projeto de investigação COASTAL, está refletido no seu próprio nome:  desenvolvimento de sensores microfluídicos para deteção rápida de toxinas marinhas em aquacultura sustentável. O objetivo é aparentemente simples, mas desafiante e com uma forte relevância societal e económica.

O projeto é financiado pelas ‘Bolsas EEA – Programa Crescimento azul’, operado pela DGPM (Direção Geral das Políticas do Mar) e tem como entidade proponente a Universidade de Aveiro (UA). Para conhecer mais sobre este projeto fomos conversar com a investigadora responsável, Alisa Rudnitskaya (CESAM/DQUA).

O que procuram, em concreto, alcançar com este projeto?

O nosso objetivo final é desenvolver um sistema microfluídico, que pode ser usado em regime automático, para deteção rápida de toxinas marinhas em moluscos bivalves, em particular, de toxinas paralisantes.

Estas toxinas têm de ser monitorizadas porque são perigosas para a saúde humana e se estiverem presentes em concentrações altas nos moluscos bivalves podem provocar paralisia e outras complicações graves nos seres humanos. De modo muito simplificado, estas toxinas são produzidas por algumas espécies de microalgas, e acumulam-se nos bivalves porque estes se alimentam destas microalgas filtrando a água. Existem várias espécies de microalgas que produzem estas toxinas paralisantes (que não é uma só toxina, mas um grupo grande de toxinas), e cada espécie de microalga produz um conjunto específico de toxinas, o que chamamos o perfil de toxinas.

E o que é um sistema microfluídico?

Nós já trabalhamos há muito no desenvolvimento de sensores (biológicos e químicos), e agora a ideia é implementar estes sensores num sistema microfluídico. O que permite este sistema? Permite automatizar toda a análise, ou seja, a estabilização do sensor, medições, limpezas do sensor … todos os passos necessários para a análise poderão assim ser automatizados.

E qual a sua aplicação prática?

Nas empresas de aquacultura, por exemplo, que precisam de analisar e ter um controlo muito preciso sobre os níveis de toxinas nos seus produtos. Porque caso os níveis de toxinas excedam, mesmo que ligeiramente (e sem perigo para a saúde humana), os níveis regulamentados por lei arriscam-se a ter de descartar todo o seu produto por ser considerado impróprio para consumo humano. Ou caso pretendam, por exemplo, vender os bivalves para outros países, que podem ter diferentes quadros legais e regulamentares.

A monitorização das toxinas em Portugal é realizada pelo IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera) para controlo oficial de alimentos, mas obviamente é-lhes impossível analisar em todos os momentos, todos os locais onde existe produção (aquacultura) ou apanha (artesanal) de bivalves. Para esta monitorização existem pontos de colheita definidos e uma periodicidade obrigatória semanal.

Na verdade, 99% das amostras que o IPMA recolhe são amostras negativas, ou seja, que não representam problemas para a saúde humana…, mas se existisse um método de análise que permitisse analisar mais rapidamente que o método que utilizam atualmente, isso facilitava bastante e diminuía muito a carga de trabalho.

Que é o vosso objetivo…

Sim. Atualmente já existem kits comerciais para deteção rápida destas toxinas, só que eles não são adequados às toxinas que têm ocorrido aqui em Portugal. Como disse antes, cada espécie de microalgas produz um perfil de toxinas específico. E a nível mundial, as espécies mais comuns são Alexandrium spp. que produzem o perfil de toxinas que esses kits conseguem detetar. Mas em Portugal, e não só (Espanha, México, Chile, Nova Zelândia, Japão, p.ex.), existe uma espécie diferente de microalga que produz toxinas paralisantes e que não são detetadas por esses kits. O que faz com que estes sejam desadequados para uso no nosso país.

E no final do ano passado, já realizaram um seminário com todos os parceiros do projeto, correto?

Sim, no passado dia 7 de dezembro fizemos o Webinar “Avanços na deteção de toxinas marinhas utilizando sensores”, onde tivemos a participação de mais de 80 participantes de 10 países diferentes.

O que pretendíamos era dar conhecimento sobre a existência do projeto e discutir o conhecimento já existente dos parceiros e os desafios que enfrentamos nesta área. O seminário foi presidido pela Dra. Teresa Gomes (UA) e, além de apresentações de vários especialistas internacionais nesta área, tivemos também a presença da Dra. Sandra Silva da DGPM, que apresentou o financiador do projeto (EEA Grants).

Quais os próximos passos?

O desafio agora é executar o projeto e apresentar resultados concretos. Esperamos em fevereiro, março já termos o primeiro protótipo para testar e no início do próximo ano, contamos organizar outro seminário onde apresentaremos os resultados finais deste projeto.

 Entidades Parceiras do projeto: o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA, I.P.), o SINTEF MinaLab e a Universidade Norueguesa de Ciências Ambientais e Biológicas (NMBU)

Créditos foto: EEA Grants – Portugal, Programa Crescimento Azul

New calls for proposals for funding have just opened under Horizon Europe for Widening countries! These calls aim to improve and harmonise research and innovation across the EU by improving research-related outputs in targeted countries, contributing to build a pioneering and efficient European Research Area.

The Hop On Facility call creates the possibility for legal entities established in low R&I performing Member States to join already selected actions.
Deadline: 28 September 2023

Want tips on applying and information on the topics? Watch the WIDERA Info Days recording and find further information on the call.

Este programa da FCT pretende promover a igualdade de género e de oportunidades, através do financiamento competitivo de projetos individuais de I&D em todos os domínios científicos, no montante máximo de 50 mil euros e com uma duração de execução de 18 meses.
Com uma dotação orçamental de 1,25 M€, esta iniciativa destina-se a investigadoras ou investigadores que tenham gozado recentemente de licença parental, incluindo por adoção. Alinhado com políticas públicas nesta área, o RESTART abrange ainda, com condições de elegibilidade específicas, os casos de licenças parentais partilhadas, as quais privilegiam a igualdade na prestação de cuidados e a partilha das responsabilidades familiares e durações de licença.

Deadline: 30 de março de 2023

Mais informação: AQUI

The European Marine Board announced that the call for artists for the 2023-2024 EMBracing the Ocean artist-in-residence programme is now open for applications. As we enter the third year of the UN Decade of Ocean Science for Sustainable Development, the need to connect people to our Ocean is more important than ever.

The EMBracing the Ocean programme provides grants of €10,000 for creative individuals and groups to co-create artwork in collaboration with Ocean scientists to expand societies’ understanding of the Ocean’s value and inspire wide reaching societal change for Ocean sustainability.

How to apply

You can find more information about the programme and how to apply by downloading our ‘Application Information’ document. A template for preparing submission materials is available here, and applicants are welcome to consult our FAQs. Applications can be submitted until midnight CET on 20 February 2023 using the application form.

O nosso investigador, José Alves, aborda no Primeiro Jornal da SIC, o crescimento da população de Flamingos na Ria de Aveiro.

Pode ver a reportagem da SIC aqui.
Pode ainda (re)ler a rúbrica “Pergunte a um cientista do CESAM” aqui, onde José Alves aborda esta mesma temática.

In the framework of its Research Initiatives scheme, ILTER provides small research grants for compact projects, or for instance as seed grants for larger undertakings, or for supporting thesis or post-doctoral work by young scientists. 
The call for proposals is open to all interested parties, and it is set up in a bottom-up fashion, that is, applicants are free to choose a research topic of their interest, provided it is in line with at least one of the ILTER conceptual pillars and/or the ILTER scientific goals. Likewise, project durations may be freely defined. 

Deadline: 01 February 2023

More information: HERE

Concurso Portugal e Noruega: Parcerias para a Inovação – FBR Open Call # 2
O financiamento será disponibilizado para iniciativas bilaterais, em qualquer área estratégica, que contribuam de forma clara para o fortalecimento das relações bilaterais e que obtenham resultados tangíveis.
Cada iniciativa terá um montante mínimo de 5.000€ e máximo 15.000€.

Deadline: 26 de maio 2023 às 12:00h
Mais detalhes: AQUI

O projeto internacional, Life Terra, procura reunir pessoas com o objetivo de plantar 500 milhões de árvores na Europa, permitindo assim que os cidadãos individuais tomem medidas contra a crise climática.
A Universidade de Aveiro acolhe a 10ª reunião do Comité da Direção deste projeto e convida toda a comunidade a participar neste evento que ocorre nos dias 16 e 17 de janeiro. As inscrições terminam dia 13 de janeiro.

Mais de 40 pessoas, originárias de 8 países diferentes, vão discutir no campus da Universidade de Aveiro, os progressos e o futuro deste importante projeto.
O projeto Life Terra baseia-se na ideia de que a plantação de árvores é considerada a solução baseada na natureza mais económica para capturar carbono. Como parte de uma estratégia multifacetada de mitigação, a plantação de árvores pode desempenhar um papel importante na luta contra as mudanças climáticas e a devastação que elas causam (ondas de calor, seca, perda de florestas, desertificação, erosão, inundações).
Inês Domingues, facilitadora do evento e investigadora do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) e do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, salienta que: “este evento é uma oportunidade para envolver ainda mais a comunidade académica na temática da reflorestação e restauro ecológico, salientando a importância da plantação de árvores como uma ferramenta ao alcance de todos para a mitigação das alterações climáticas”.

Para mais informações sobre o projeto pode consultar aqui.

Atividades associadas ao evento

Workshop “Calculating our carbon footprint”,
Dia 16 de janeiro entre as 14:00 h e as 16:00 h, no Auditório José Grácio (22.3.1), com Chrystal Moore, Samuel Allasia e Santi Sabaté da Universidade de Barcelona.
Neste workshop vamos rever os fundamentos e as assunções que as diferentes plataformas utilizam para calcular a nossa pegada ecológica, incluindo uma plataforma proposta pelos autores. Vamos ainda produzir e comparar os diferentes cálculos de pegadas ecológicas.
O registo está limitado à capacidade do auditório.

Ação de plantação de árvores “Campus UA”.
Dia 16 de Janeiro entre as 16:00 h e as 16:30 h.
Evento simbólico de plantação de árvores no campus da UA. As árvores que plantarmos vão constituir uma espécie de promessa de futuras ações juntas

Ação de plantação de árvores “Life Terra Woods”
Dia 17 de janeiro, entre as 10:30h e as 14:00h.
Precisamos de voluntários para plantar o Bosque Life Terra em Aveiro. Sairemos do campus para Nariz (perto de Aveiro) pelas 10:30 h. Depois, plantaremos o bosque todos juntos, seguindo-se um almoço de campo. O registo está limitado à capacidade de transporte.


Para inscrição no evento pode aceder aqui. Para outras informações: [email protected] 

O projeto-piloto CARE (Citizen Arenas for improved environmental quality & resources use in SMART-ER cities) financiado no âmbito de fundos do projeto “ECIU University Research Institute for Smart European Regions”, reúne seis parceiros do Consórcio Europeu de Universidades Inovadoras – ECIU.

Algumas das atividades deste projeto, sob responsabilidade da equipa da Universidade de Aveiro (UA), já se iniciaram. Esta equipa é composta por membros do CESAM (Roberto Martins – coordenador local, Daniela Figueiredo e Vera Rodrigues), CICECO (Cláudia Nunes), DIGIMEDIA (Mónica Aresta e Pedro Beça) e LAQV-REQUIMTE (Elisabete Coelho e Manuel Coimbra).

Até ao momento o projeto mobilizou quase 100 estudantes e docentes de duas escolas da Comunidade Intermunicipal de Aveiro, nomeadamente a Escola Secundária de Vagos e Escola Básica João Afonso de Aveiro. As atividades têm-se centrado na componente de biodiversidade e, muito em breve, na qualidade do ar e água, gestão e reaproveitamento de resíduos alimentares e elaboração de conteúdos digitais, em prol da sensibilização dos cidadãos os desafios ambientais atuais e tomada de consciência e participação ativa numa gestão eficiente e inteligente dos recursos nas cidades e regiões do SMART-ER.

Os seis parceiros do Consórcio Europeu de Universidades Inovadoras – ECIU são: Dublin City University (DCU, Irlanda; coordenador), Universidade de Aveiro, Institut National des Sciences Appliquées de Toulouse (INSA; França), Kaunas University of Technology (KTU, Lituânia), Linköping University (LiU, Suécia) e Universitat Autònoma de Barcelona (UAB, Espanha).
O projecto SMART-ER recebeu financiamento do programa de investigação e inovação Horizon 2020 da União Europeia ao abrigo do acordo de subvenção n.º 101016888.

Para aceder à notícia no Notícias UA online clique aqui 
Para aceder ao website do projeto clique aqui 

Créditos foto: Roberto Martins