As Redes de Doutoramento MSCA têm como objetivo formar candidatos a doutoramento empreendedores, inovadores e resilientes, capazes de enfrentar os desafios atuais e futuros e de converter conhecimento e ideias em produtos e serviços para benefício económico e social. Existem três modos de implementação diferentes: Redes de Doutoramento Standard (DNs), Doutoramentos Conjuntos (JDs) e Doutoramentos Industriais (IDs).
Espera-se que os resultados do projeto contribuam para os seguintes resultados:
Para os candidatos a doutoramento apoiados:

  • Novas competências de investigação transferíveis, conduzindo a uma melhor empregabilidade e perspetivas de carreira dentro e fora da academia;
  • Novos conhecimentos que permitam a conversão de ideias em produtos e serviços, quando relevante;
  • Capacidades de networking e comunicação com colegas, bem como com o público em geral, que aumentarão e ampliarão o impacto da investigação e inovação.

Para as organizações participantes:

  • Melhoria da qualidade, relevância e sustentabilidade dos programas de formação doutoral e dos arranjos de supervisão;
  • Reforço da cooperação e transferência de conhecimento entre setores e disciplinas;
  • Maior integração das atividades de formação e pesquisa entre as organizações participantes;
  • Reforço da capacidade de I&D;
  • Aumento da internacionalização e atratividade;
  • Feedback regular dos resultados da investigação para o ensino e educação nas organizações participantes.

Sessão informativa: 14 de junho de 2023.

As inscrições estão abertas aqui.

Este será um evento online, que será iniciado com uma mensagem de boas-vindas e algumas observações introdutórias, seguido pela apresentação principal das novidades da chamada DN-2023.

Abertura do concurso: 30 de maio de 2023
Deadline: 28 de novembro de 2023

Programa de trabalho aqui.

Projetos MSCA DN com participação do CESAM aqui.

O Policy Center for the New South (PCNS) está a organizar a 12ª edição da Conferência Diálogos Atlânticos. Uma conferência de alto nível que reúne líderes influentes dos setores público e privado da região da Bacia do Atlântico para discussões abertas e informais sobre questões trans-regionais.

O programa ADEL (Líderes Emergentes do Diálogo Atlântico) é um programa de jovens profissionais de destaque do PCNS, realizado dois dias antes da conferência Diálogos Atlânticos. Todos os anos, este programa reúne 30 a 50 jovens líderes da região da Bacia do Atlântico que demonstraram capacidade de liderança e têm um forte senso de compromisso com as questões sociais e económicas enfrentadas pelas suas comunidades em particular e pelo mundo em geral.

O programa ADEL será realizado de 11 a 13 de dezembro de 2023 em Marrakech, Marrocos. Os Líderes Emergentes juntar-se-ão à Conferência Diálogos Atlânticos de 14 a 16 de dezembro.

As candidaturas estão abertas até 20 de junho de 2023.

REQUISITOS:
Para ser considerado(a) para este programa, os(as) candidatos(as) devem atender a todos os seguintes critérios:

  • Ter entre vinte e cinco e trinta e cinco anos de idade (inclusive) em 13 de maio de 2022.
  • Ser cidadãos(ãs) de países localizados na África, América do Norte, América do Sul, América Central, Europa ou Caribe – cidadãos de países que fazem fronteira com a Bacia do Atlântico terão prioridade. Também são elegíveis candidatos(as) que sejam cidadãos(ãs) de outros países e tenham residência nos países das regiões mencionadas acima.
  • Demonstrar proficiência em inglês na sua declaração pessoal e vídeo curto.
  • Garantir a sua disponibilidade durante todo o programa de seis dias, que ocorrerá de 11 a 16 de dezembro, em Marrakech, Marrocos. Por favor, inscreva-se apenas se tiver disponibilidade.

PROCESSO DE CANDIDATURA:
Os(as) candidatos(as) interessados(as) devem consultar a convocatória de candidaturas e enviar um formulário de inscrição online. Este formulário deve ser preenchido e incluir todos os documentos necessários: currículo, declaração pessoal, respostas escritas e vídeo do YouTube. O prazo de inscrição é 20 de junho às 23h59, horário do Marrocos (GMT+1)

Para mais informações aqui.

De 5 a 7 de julho de 2023, ocorrerá na Universidade de Aveiro, o encontro anual de ciência e tecnologia em Portugal, com o tema “Ciência e Oceano Para Além do Horizonte”. A investigadora Helena Vieira (CESAM/DAO) e detentora da Cátedra ERA CHAIR BESIDE na Universidade de Aveiro é a comissária do evento. 

A edição deste ano, como refere a comissária no website do encontro, “reveste-se de particular importância para todos nós, como um marco de mudança:  
Será o primeiro encontro fora da grande capital, e em que a cidade escolhida foi a bela cidade de Aveiro banhada por múltiplas águas onde a ciência é um pilar de desenvolvimento inquestionável;  
É também, pela primeira vez, um encontro temático, com um foco no oceano e águas, nas suas intrínsecas ligações e mútuo impacto, mas, acima de tudo, no papel da ciência em toda a sua plenitude de contributos para conhecermos, explorarmos e, também, protegermos o verdadeiro pulmão deste planeta.” 

Este evento anual é promovido pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e pela Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura e Tecnológica. Tendo o apoio institucional do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, através da Ministra Elvira Fortunato e da Assembleia da República através da Comissão de Educação e Ciência. 

O programa oficial das sessões plenárias conta, entre muitos outros, com a presença das Ministras, Elvira Fortunato, (Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior), Maria do Céu Antunes (Ministério da Agricultura e Alimentação), Diana Morant (Ministra da Ciência e da Inovação de Espanha).

Estando o programa destas sessões ainda a ser finalizado, este integra também outros dois investigadores CESAM, Cristina Pita (CESAM/DAO) e Luís Menezes Pinheiro (CESAM/DGEO) (sob confirmação). 

O programa, registo e outras informações estão disponíveis aqui 

Texto por: CESAM com base em informação no website oficial do evento 

Michael Russo e Ana Ascenso, doutorandos CESAM/DAO, receberam recentemente bolsas da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD). Estas bolsas têm o objetivo de internacionalizar o conhecimento científico produzido em Portugal, apoiando a apresentação nos Estados Unidos do trabalho de investigadores baseados em Portugal.


Nessas apresentações, Michael Russo (CESAM/DAO), irá abordar o impacto das emissões dos transportes marítimos na qualidade do ar na Europa no presente e em cenários de alterações climáticas. Já Ana Ascenso (CESAM/DAO) focar-se-á em soluções baseadas na natureza para a atenuação da subida da temperatura e para a melhoria da qualidade do ar. Ambas as investigações têm como objetivo contribuir para o avanço científico nas áreas do ambiente e das alterações climáticas.


Pode saber mais sobre as bolsas FLAD aqui.

Texto por: CESAM

Da esquerda para a direita: Prof. Amadeu Soares (CESAM), Dr. Jorge de Sampayo, cônsul-geral de Portugal na Cidade do Cabo, sua esposa Mariana de Sampayo e Doutor Joaquim Ferreira (CESAM)
Créditos: CESAM

O documentário “ECOMARE – Investigação e salvamento de espécies marinhas”, coproduzido pelo CESAM e pela produtora Play Solutions – Audiovisuais, venceu o primeiro prémio (Gold Award) na categoria Vida Selvagem- Mar e Florestas, do Festival Internacional de Cinema de Turismo de África (ITFFA). 

O festival decorreu entre os dias 2 e 6 de maio, na Cidade do Cabo, África do Sul. Esta é a quinta edição de um festival que, desde a sua primeira edição, já recebeu mais de 3000 candidaturas de 97 países diferentes. Este ano estiveram em concurso quase 4000 conteúdos audiovisuais, originários de 59 países, tendo sido aceites para a fase competitiva 378 conteúdos, de 59 países diferentes.  

Este documentário aborda o quotidiano do ECOMARE, Laboratório para a Inovação e Sustentabilidade dos Recursos Biológicos Marinhos da Universidade de Aveiro. É uma infraestrutura localizada na Gafanha da Nazaré, única a nível nacional, que combina a investigação em ciências do mar com um centro de pesquisa e reabilitação de animais marinhos.   

Produzido para a RTP no âmbito da consulta de conteúdos às produtoras audiovisuais, este documentário estreou em outubro de 2022 na RTP 1, tendo sido posteriormente transmitido pela RTP Internacional e RTP África.  

De acordo com o professor Amadeu Soares, atual Coordenador do CESAM e cofundador do conceito e primeiro responsável do Ecomare, esta distinção internacional tem vários significados: “Atesta a qualidade da equipa de comunicação e divulgação do CESAM e demonstra o sucesso da aposta na aliança estratégica entre o CESAM e a produtora, Play Solutions Audiovisuais”.

Realça ainda que “o prémio é dado à qualidade de produção, guião e conteúdos do documentário sobre a infraestrutura Ecomare, 15 anos após a apresentação da primeira ideia à reitoria de então. ECOMARE que obviamente não existiria sem a aposta da UA, iniciada em 2008 e 2009, pelos vice-reitores Francisco Vaz e Fernando Tavares Rocha, da equipa reitoral da Prof.ª Helena Nazaré, a quem presto o meu testemunho de homenagem. Sem a sua coragem, aposta e encorajamento da ideia e conceito que eu lhes apresentei, enquanto diretor do Departamento de Biologia, o então projeto Ecomare não teria sido objeto de uma candidatura ao Programa Operacional do Centro 2007-2013, numa parceria com o Presidente da Câmara Municipal de ílhavo e o Administrador do Porto de Aveiro de então, respetivamente os Engº José Ribau Esteves e Eng.º José Luis Cacho. A proposta e conceito doEcomare o único projeto âncora da área da CCDR-Centro, foram também bastante acarinhados pela então presidente da CCDRC, Ana Abrunhosa. Na UA, o apoio foi posteriormente continuado pela reitoria do Prof. Manuel Assunção, também nas pessoas de dois dos seus vice-reitores, José Alberto Rafael e José Fernando Mendes. E, não esquecer, contou com todo o entusiamo e apoio do colega e amigo José Vingada, responsável da SPVS, entretanto falecido, e a quem dedicamos este documentário.

A originalidade do conceito e modo de gestão, presentes em 2008, justificou a presença do Ecomare nos finalistas de 2019 dos prémios RegioStars Awards, da União Europeia, na categoria “connecting the green, blue and grey”, tendo ainda sido um dos dois projetos portugueses incluídos nos 15 projetos europeus selecionados para a edição comemorativa dos 15 anos destas RegioStars Awards, em 2022.”

Continuando, “a sustentabilidade e razão deste projeto, que a certa altura teve o apoio do Oceanário de Lisboa, estão comprovadas pelo seu sucesso atual, quer na componente do CPRAM-Centro de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos onde se desenvolve investigação mais fundamental, cujos resultados foram cruciais para o reforço e também criação de algumas Áreas Marinhas Protegidas, e do serviço público que ainda presta ao Estado Português, quer na componente do CEPAM- Centro de Extensão e de Pesquisa em Aquacultura e Mar, onde se desenvolve investigação mais aplicada e ligada a temas de aquacultura, geridas atualmente pela Doutora Catarina Eira e Doutor Ricardo Calado, respetivamente, em boa hora nomeados pela atual reitoria da UA».  

O Doutor Joaquim Pedro Ferreira, corresponsável pelo desenvolvimento do guião, anota que «ao ganhar este prémio, o documentário irá ser visualizado na África do Sul e em muitos outros países, africanos e não africanos, levando mais longe o nome do Ecomare, do CESAM e, claro, da própria Universidade de Aveiro».

O professor Amadeu Soares conclui “que a visualização deste documentário permite constatar a variedade e qualidade da investigação, na área dos Recursos Biológicos Marinhos, que é concretizada pela vasta equipa de investigadores do CESAM”. 

O documentário “ECOMARE – Investigação e salvamento de espécies marinhas” pode ser visto na íntegra aqui.

Esta terça-feira, dia 9 de maio, a investigadora do CESAM/DAO, Teresa Nunes, participou no programa Sociedade Civil da RTP2 para discutir o tema poluição do ar. Durante a sua participação, a especialista abordou diversos tópicos relacionados com a poluição do ar como a composição química, o tamanho das partículas presentes no ar e os diferentes efeitos na saúde humana, enfatizando a importância de se entender as fontes e processos envolvidos para gerir de forma mais eficaz a qualidade do ar e a saúde dos ecossistemas.

O debate deste tema, que incluí-o a participação de Teresa Nunes, foi uma importante contribuição para a consciencialização da população sobre os riscos da poluição do ar e a necessidade de soluções efetivas para minimizar o seu impacto no meio ambiente e na saúde humana.

Além da nossa investigadora Sara Peixoto (CESAM/DBIO) também as investigadoras Andreia Pereira (Universidade do Porto), Joana Sacramento (Universidade Nova de Lisboa), Raquel Boia (Universidade de Coimbra) foram premiadas com as Medalhas de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência 2022. Cada uma destas cientistas vai receber 15 mil euros para desenvolver o seu projeto de investigação.

Como refere Sara Peixoto à comunicação do CESAM: “Para mim é muito gratificante receber este prémio e significa o reconhecimento do trabalho que desenvolvi nos últimos anos. Este prémio também é um grande incentivo para continuar na ciência e realizar o trabalho na área de investigação que pretendo seguir futuramente. Como investigadora em início de carreira, a iniciativa das Mulheres na Ciência promovida pela L’Oréal também me ajudará na divulgação, a diferentes públicos, do problema associado à necessidade de desenvolver e utilizar estratégias mais sustentáveis para promover a conservação do ecossistema terrestre. Na verdade, a minimização do impacto ambiental associado à degradação dos solos agrícolas e florestais é extremamente relevante e do interesse do público geral, uma vez que, este pode ter consequências diretas para a saúde/qualidade de vida do Homem”.

O trabalho de Sara Peixoto está ligado à recuperação de solos degradados. Degradação essa, que pode ter várias causas, mas dois dos seus grandes destruidores são os incêndios florestais e a agricultura intensiva. Sara Peixoto procura ajudar a proteger estes solos com bioestimulantes – produtos com microrganismos que aumentam a quantidade de nutrientes disponíveis no solo, melhoram a sua fertilidade e ajudam a resistir a pressões ambientais, como os incêndios.

Este prémio resulta de uma iniciativa conjunta da empresa de cosmética L’Oréal Portugal, que financia as bolsas, da Comissão Nacional da Unesco e da Fundação para a Ciência e Tecnologia, que designa o júri que avalia as candidaturas. Este ano, presidido por Alexandre Quintanilha.

Estes prémios, atribuídos anualmente a quatro investigadoras com idades compreendidas entre os 31 e os 35 anos, visam promover a participação das mulheres na ciência, incentivando as mais jovens e promissoras cientistas, em início de carreira, a realizarem estudos avançados na área das ciências, engenharias e tecnologias para a saúde ou para o ambiente.

Texto por: CESAM com base em informações da LUSA e do PÚBLICO

O estudo do nosso investigador Paulo Baganha (CESAM/DGEO), integrado num consórcio liderado pela Agência Espacial Europeia (ESA), esteve presente nos media nacionais. 
Este é um programa lançado pela ESA para monitorizar a erosão costeira europeia a partir do espaço, e com a Universidade de Aveiro (UA) a coordenar a monitorização em Portugal. 

E como refere Paulo Baganha em comunicado de imprensa, “evidenciam-se tendências de recuo da linha de costa em muitos setores costeiros europeus“. Em Portugal, o areal entre a Lagoa de Óbidos e a praia do Baleal, por exemplo, tem uma tendência de recuo em cerca de 2,1 metros por ano. E na Costa da Caparica, a linha de praia tem recuado cerca de 2,5 metros por ano. Preocupantes são também as taxas de recuo da costa entre Troia e Sines e vários pontos da costa Algarvia. Estes são alguns dos pontos de erosão costeira nacional detetados pelo “Space for Shore”.  

Durante 4 anos, mais de 70 organizações científicas e de gestão costeira dos 6 países membros do programa (França, Alemanha, Portugal, Grécia, Roménia e Noruega) partilharam as suas preocupações e expressaram a necessidade de dados e informações regulares para caracterizar a dinâmica do litoral, para avaliar a evolução do risco de erosão e a vulnerabilidade das zonas costeiras às alterações climáticas. Este trabalho permitiu cobrir 4.500 quilómetros de costa nestes 6 países, desde as costas do Mediterrâneo e do Mar Negro, passando pela costa do Atlântico-Canal da Mancha-Mar do Norte, até ao Ártico (Arquipélago de Svalbard). 

Para cada um dos países europeus que participaram neste estudo, aponta Paula Baganha, “foram produzidos diversos indicadores de erosão costeira, entre os quais a linha de espraio máximo, a linha de base da duna, a posição da base e da crista de arribas rochosas”. Sendo que as alterações climáticas, o aumento da severidade e persistência de temporais e a tendência geral de subida do nível do mar parecem antecipar cenários preocupantes de erosão costeira caso não sejam adotadas políticas concertadas de mitigação. 

No entanto, e “apesar de existir uma tendência erosiva em maior parte da costa portuguesa, verifica-se que, em determinados locais, as medidas tomadas pelos gestores costeiros apresentam resultados positivos como na Nazaré ou nas praias a sul da Costa da Caparica”, aponta Paulo Baganha Baptista. 

O fim do financiamento deste projeto por parte da Agência Espacial Europeia não significa que deixem de ser gerados indicadores de erosão costeira. Paula Baganha lembra que “está em estudo a disponibilização, para a comunidade de utilizadores com interesses na gestão do litoral, de serviços dedicados de geração para a totalidade do território nacional, em tempo quase real, dos vários indicadores de erosão costeira considerados neste projeto, e para os quais foram desenvolvidos algoritmos específicos para o seu cálculo em modo automático”. 

Texto por: CESAM com base em conteúdo da Universidade de Aveiro  

A primeira edição do curso de campo “Ecological Research in Mediterranean Ecosystems – From Theory to Practice”, decorreu entre os dias 17 e 29 de abril de 2023, na Reserva da Faia Brava, em Figueira de Castelo Rodrigo.  

Este curso foi organizado pelos investigadores da Unidade de Vida Selvagem, João Carvalho, Eduardo Ferreira e Jorge Henriques (CESAM/DBIO), em parceria com o Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro (DeCA).  Tendo contado ainda com a colaboração de várias instituições nacionais (Associação Transumância e Natureza, Município de Figueira de Castelo Rodrigo) e internacionais (Universidade Autónoma de Barcelona, Universidade Politécnica de Madrid, Universidade de Castilla-La Mancha, Universidade de Córdoba e Universidade de Lublin).  

Este curso teve como principais objetivos demonstrar a importância dos estudos de campo e a aplicação do método científico em estudos ecológicos através de exemplos práticos. Ao longo do curso foram aprofundados diversos tópicos relativos à dinâmica dos ecossistemas Mediterrânicos e explorados os processos que regem os diferentes compartimentos, do solo à vegetação. E sempre numa perspetiva integrada e multifuncional, foi ainda abordada a diversidade e ecologia das comunidades de fauna silvestre, (p.ex. artrópodes, répteis, anfíbios, micromamíferos, carnívoros e grandes herbívoros). 

Reconhecendo a importância da comunicação pública do conhecimento, vários docentes do DeCA apresentaram aos participantes um conjunto de técnicas para uma recolha correta e efetiva de material audiovisual em campo para a posterior produção de resumos gráficos e em formato de vídeo. Como refere um dos participantes: “O método científico formal de observação, produção de hipóteses e desenvolvimento de um design experimental baseado em predições é incrivelmente poderoso. E juntar a isso o fato de ir[mos] para o campo e testarmos essas hipótesesfoi uma ótima oportunidade. Outra grande vantagem foi a combinação da pesquisa científica com a comunicação científica [traduzido do inglês para português].” 

De acordo com o João Carvalho (CESAM/DBIO), “da definição de hipóteses científicas, à recolha de dados em campo, terminando na comunicação e divulgação dos resultados, o curso providenciou aos seus participantes um conjunto de ferramentas para uma melhor compreensão da dinâmica fascinante dos ecossistemas Mediterrânicos”. A possibilidade de uma segunda edição deste curso está a ser ponderada pelos organizadores. 

Texto por: João Carvalho (CESAM/DBIO) em colaboração com CESAM 

A nossa investigadora, Susana Loureiro (CESAM/DBIO), desempenhou a função de copresidente do Comité Científico de uma das maiores conferências mundiais na área da Ecotoxicologia e Química Ambiental.

A 33ª edição anual da SETAC Europa foi organizada pela associação sem fins lucrativos, Sociedade de Toxicologia e Química Ambiental (SETAC), e decorreu entre os dias 30 de abril e 4 de maio na cidade de Dublin (Irlanda).

Sob o tema global: ‘A tomada de decisão ambiental baseada em dados’, o comité, copresidido por Iseult Lynch (investigadora da Universidade de Birmingham) e por Susana Loureiro, teve a seu cargo a preparação de todo o programa científico da conferência. Salientando o nível de dificuldade inerente a esta tarefa, Mirco Bunshuch, presidente da SETAC Europa, salientou que entre os cinco dias, este encontro científico reuniu em Dublin, 110 sessões paralelas, 1774 posters, 78 apresentações virtuais e um total de 2379 oradores.

Entre estes oradores, contam-se muitos investigadores CESAM que foram apresentar os seus trabalhos e os seus resultados com colegas de todo o mundo.

A Sociedade de Toxicologia e Química Ambiental (SETAC) é uma organização profissional “composta por cerca de 5.000 indivíduos e instituições em mais de 90 países dedicados ao estudo, análise e solução de problemas ambientais, gestão e regulamentação de recursos naturais, pesquisa e desenvolvimento e educação ambiental”.

Para mais informações consultar o website da organização aqui