No passado dia 11 de abril, o grupo de estudantes de doutoramento do CESAM (GED-CESAM) organizou uma visita ao ECOMARE, com a participação do Agrupamento de Escolas Ovar Sul, tendo sido coordenada pelos Professores Vítor Ferreira e Rui Polónia. Conduzida pelos membros do GED-CESAM e alunos de doutoramento do Dbio, Davide Silva e Ruben Silva, a iniciativa, contou ainda com a apresentação de trabalhos, realizados no ECOMARE, de 5 alunas de doutoramento do CESAM (Daniela Rodrigues, Diana Lopes, Joana Fernandes, Lamara Cavalcante e Madalena Missionário).
Na visita estiveram presentes 105 alunos do 9º ano, com idades compreendidas entre os 14 e os 15 anos.

É um/a investigador/a doutorado/a apaixonado/a pela área das ciências ambientais e marinhas? Está à procura de uma oportunidade excecional para avançar na sua carreira de investigação? Considere candidatar-se às Bolsas de Pós-Doutoramento Marie Skłodowska-Curie Actions (MSCA-PF) e abra a porta para um mundo de investigação de excelência no CESAM da Universidade de Aveiro, Portugal!

Data limite: 11 de setembro 2024

Ao candidatar-se a uma MSCA-PF no CESAM está a candidatar-se a duas oportunidades de financiamento:

  1. A primeira oportunidade é a de receber financiamento do mecanismo MSCA. A bolsa MSCA é bastante prestigiada e bem financiada e que tem um elevado impacto positivo no CV dos/as investigadores/as.
  2. Se uma candidatura exceder o patamar de qualidade, mas não for financiada no processo de seleção MSCA, será elegível para o concurso ERA Fellowship (sem mais candidaturas, apenas com um “tick” no formulário de candidatura). As ERA Fellowship apoiam os países widening (que incluem Portugal) para equilibrar os fluxos de mobilidade dos/as investigadores/as.

O concurso MSCA-PF está aberto a investigadores/as de qualquer nacionalidade que desejem participar em projectos de I&I, quer vindo para a Europa de qualquer país do mundo, quer deslocando-se dentro da Europa. O/A candidato/a deve ter um máximo de 8 anos de experiência equivalente a tempo integral em investigação, contados a partir da data de obtenção do primeiro grau de doutoramento. Além disso, tem de cumprir a regra da mobilidade, o que significa que não pode ter residido ou exercido a sua atividade principal em Portugal durante mais de 12 meses nos 36 meses imediatamente anteriores ao prazo do concurso.

Porquê o CESAM?

A missão do CESAM é promover a I&I transdisciplinar e transformadora e o intercâmbio de conhecimentos para responder às necessidades da sociedade, nomeadamente os desafios ambientais e marinhos, os processos de mudança global e as soluções sustentáveis para a gestão e conservação dos recursos naturais e o bem-estar dos ecossistemas e da humanidade, com base numa abordagem One-Health.

O principal objetivo do CESAM é promover uma utilização mais eficiente dos recursos ambientais terrestres e aquáticos (desde a bacia hidrográfica até ao mar profundo) e uma economia mais competitiva, resiliente e sustentável. O CESAM está empenhado em enfrentar os desafios políticos relacionados com a adaptação e a mitigação das alterações climáticas e com as políticas regionais, nacionais e comunitárias no domínio da água (doce e marinha) e dos recursos naturais (incluindo a biodiversidade, a saúde ambiental e o desenvolvimento sustentável). O CESAM destaca-se pelo seu carácter de investigação transdisciplinar e pela promoção da colaboração internacional, reunindo cerca de 500 membros activos (cerca de 240 doutorados) com conhecimento e experiência em investigação fundamental e aplicada nas ciências naturais e sociais, o que constitui uma vantagem única num Laboratório Associado em Portugal. A investigação do CESAM é transversal, abrangendo a biosfera, a atmosfera, a hidrosfera, a litosfera e a antroposfera. A equipa tem experiência em:

  • Desenvolvimento e validação de tecnologias amigas do ambiente (e.g. LCA), química analítica, geofísica marinha, e métodos ecotoxicológicos considerando múltiplos factores de stress;
  • Tecnologias “ómicas” e bioinformática;
  • Biodiversidade terrestre e aquática (incluindo mar profundo), recursos minerais e energéticos, estrutura, funções e serviços dos ecossistemas e avaliação dos riscos desde o nível subcelular até ao nível do ecossistema;
  • Economia ambiental e valorização dos ecossistemas;
  • Modelação e previsão de processos atmosféricos e hidrodinâmicos (água doce, costeiros e oceânicos);
  • Envolvimento de stakeholders.

Ao escolher o CESAM, juntar-se-á a uma comunidade sólida de especialistas internacionais, todos dedicados a promover a descoberta científica e a inovação nas áreas ambiental e marinha.

Como se candidatar?

Encontre um/a supervisor/a na comunidade CESAM visitando o site do CESAM ou envie um e-mail para [email protected] com o seu CV narrativo e proposta de projeto até 30 de junho e nós podemos ajudá-lo/a a encontrar um/a supervisor/a adequado. Posteriormente, os gabinetes de apoio à investigação do CESAM e da Universidade de Aveiro dar-lhe-ão apoio na sua candidatura.

Testemunhos de um MSCA PF no CESAM

Se tiver alguma dúvida sobre como é trabalhar como investigador/a financiado/a por uma MSCA-PF no CESAM, pode falar com a Himanshi Rohra e a Seila Díaz, que são as investigadoras que atualmente são financiadas por este mecanismo.

Documentos de apoio:

HE MSCA Work Programme 2023-2024

Guide for Applicants

Prepara-te para te juntares à nossa comunidade!

(Texto por: Inês Rosa)

Realizou-se, ontem, no Auditório Renato Araújo, na Universidade de Aveiro, a Cerimónia de Entrega dos Prémios UA. Estiveram a concurso 37 trabalhos, dos quais 13 foram distinguidos com prémio. Célia Alves, investigadora do Departamento de Ambiente e Ordenamento (DAO) e do CESAM foi distinguida na categoria – Investigador com Menção Honrosa Ciência.  Nesta categoria os candidatos foram avaliados, por um júri de renome de outras instituições externas à UA, que analisaram as publicações, os projetos e o financiamento obtido, nos últimos 5 anos, pelos investigadores a concurso. O Prémio Investigador tem como objetivo relevar o trabalho realizado na área de investigação que se realiza na Universidade e reconhecer, anualmente, o mérito do Investigador ou Equipa de Investigação cujo trabalho se tenha destacado, a nível nacional e ou internacional”.

Ver notícia aqui.

Foi publicada a brochura “Valor económico, social e cultural da sardinha”, uma colaboração entre o IPMA e o CESAM. A brochura, uma publicação avulsa do IPMA, descreve sucintamente o estado do stock da sardinha Ibérica, a sua produção, a frota e número de pescadores envolvidos, a evolução da indústria conserveira associada bem como a sua importância social e económica para Portugal. Esta brochura foi realizada no âmbito do projeto SARDINHA2020 (https://sardinha2020.ipma.pt/) e encontra-se disponível aqui.

Ana Lillebø, investigadora do CESAM e coordenadora científica do A-AAGORA, apresentou o projeto da Missão UE Atlântico-Ártico na Conferência da Década dos Oceanos 2024 da ONU, na sessão “Construir uma Comunidade Científica Forte em Apoio a um Oceano Atlântico Sustentável”.

Este evento realizou-se no dia 11 de abril (13:15 – 14:45) no Centro Internacional de Convenções de Barcelona (CCIB), e centrou-se na All-Atlantic Ocean Research and Innovation Alliance (AAORIA) e na sua missão de melhorar a investigação marinha e a cooperação na bacia oceânica atlântico-ártica, em consonância com iniciativas globais como a Década dos Oceanos da ONU.

A apresentação destacou a contribuição do projeto A-AAGORA para a ciência baseada em soluções e cooperação, cujo objetivo é garantir um oceano saudável e sustentável para as gerações futuras.

A Conferência da Década dos Oceanos das Nações Unidas de 2024 teve lugar de 10 a 12 de abril de 2024, em Barcelona. Organizada por Espanha e coorganizada com a Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO (COI/UNESCO), a conferência reuniu a comunidade e os parceiros da Década dos Oceanos para celebrar as realizações e definir prioridades conjuntas para o futuro da Década.

O “Prémio Fluviário 2023 – Jovem Cientista do Ano” dinamizado pelo município e pelo Fluviário de Mora, que distingue o melhor artigo publicado por um estudante, galardoou Isabel Silva, estudante de doutoramento do CESAM. Este prémio pretende distingue um aluno (PhD, MSc, Lic.) que tenha publicado como primeiro autor um artigo (revista SCI) em 2023 na temática conservação e biodiversidade de recursos aquáticos continentais (Estuários e Rios). O artigo premiado, e publicado na revista Environmental Pollution, conta, igualmente, com a coautoria de Marta Tacão, investigadora do CESAM.

Veja o artigo aqui e a notícia no site do Fluviário de Mora aqui

Sensibilizar os jovens para a necessidade de proteger a biodiversidade de insetos polinizadores. Este é o grande objetivo do projeto de ciência-cidadã “Be Butterfly Friendly” que está a arrancar em 15 escolas do 1º e 2º ciclos do concelho de Oeiras. O projeto é coordenado por Clarisse Ferreira, estudante de Doutoramento em Biologia da Universidade de Aveiro (UA).

O objetivo central deste projeto, que se pretende que possa ser alargado ao resto do país, é, assim, a sensibilização para a proteção e conservação das borboletas e de outros polinizadores, reconhecendo a sua importância, causas e consequências do seu declínio, recorrendo a recursos como saídas de campo, visitas exploratórias e atividades de sementeira e plantação nas hortas pedagógicas e biológicas, como estratégias na promoção de Educação e Sensibilização Ambiental.

Até agora, são 15 as escolas aderentes que possuem hortas biológicas escolares integradas no projeto “Aqui há Horta” da Câmara Municipal de Oeiras, Divisão do Ambiente e às quais estão a ser atribuídas sementes de espécies de plantas para a criação de Jardins de Borboletas. O projeto, que arrancou já com o início do 2º semestre deste ano letivo e que decorrerá até ao final deste ano letivo de 2023/2024 no município piloto, Oeiras, pretendendo-se que possa ser depois alargado a outras escolas do país.

O “Be Butterfly Friendly” surge no âmbito da tese de doutoramento de Clarisse Ferreira, orientada na UA pela investigadora Olga Ameixa e pelo professor Paulo Silveira, ambos do Departamento de Biologia e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar, uma das unidades de investigação da UA.

Em declínio preocupante

“As borboletas, são insetos bastante populares, relativamente fáceis de identificar, sendo, por isso, muito estudados”, aponta Clarisse Ferreira. “À semelhança de outros grupos, as suas populações têm vindo a diminuir, devido sobretudo à perda e fragmentação dos seus habitats, ao uso de pesticidas e às alterações climáticas. Um declínio que pode ter consequências nos serviços de polinização e logo na manutenção dos ecossistemas naturais e na produção de alimentos”, aponta.

A borboleta Melitaea aetherie, ou fritilária-do-Sul, é a espécie bandeira deste projeto. Esta espécie está considerada localmente extinta no município de Oeiras e está classificada como “vulnerável” pela “Lista Vermelha de Grupos de Invertebrados Terrestres e de Água Doce de Portugal Continental”, publicada em 2023. A borboleta alimenta-se do cardo, Cynara cardunculus, também conhecido por cardo leiteiro. Na primeira visita às escolas já foram entregues cardos, Cynara cardunculus, recolhidos no vale de Beijames e cedidos pela ASE – Associação Cultural dos amigos da serra da Estrela.

“Esta primavera, irão ser realizadas, pelo menos, sete saídas de campo para dar a conhecer os insetos em geral e os lepidópteros em particular da Quinta de Recreio do Marquês de Pombal”, aponta Clarisse Ferreira. Esta ação conta com o apoio da Divisão de Educação e Ambiente da Câmara Municipal de Oeiras, através da plataforma “OeirasEduca”, para transportar os alunos das escolas até à Quinta de Cima, à Quinta de Recreio do Marquês de Pombal e à Ribeira da Lage, bem como na disponibilização de um espaço do município para a realização da Exposição dos trabalhos dos alunos a concurso.

O projeto é partilhado pelo Clube de Ciência Viva na Escola Secundária Quinta do Marquês, e pela Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA) e ganhou uma bolsa no valor de 1379 euros, atribuída pela “Forestry and Nature Conservation Agency de Taiwan”, uma organização do Ministério da Agricultura de Taiwan dedicado à gestão florestal sustentável e à conservação da natureza.

Este apoio, foi formalizado no dia 11 de outubro de 2023 na presença do Embaixador Chang, Tsung-Che e do Vice-presidente e Presidente da ASPEA – Joaquim Ramos Pinto, no Centro Económico e Cultural de Taipei, em Lisboa.

[Texto da notícia no site da UA, em https://www.ua.pt/pt/noticias/9/86173]

A revista ARDEA, publicada pela associação de ornitólogos Holandeses (NOU) desde 1912, destaca na capa do seu mais recente número o artigo liderado pela Ana Coelho, aluna de doutoramento do CESAM que defendeu recentemente a sua tese (Dezembro de 2023).

Este artigo é um dos resultados do projeto Waders of the Bijagós e revela a variação sazonal na dieta de 8 espécies de limícolas que migram para o arquipélago dos Bijágos e ai passam a sua época não reprodutora. A investigação, demonstra que durante a preparação para as migrações de regresso às áreas de reprodução, na Europa do norte e no ártico, estas espécies alteram a sua dieta de forma mais notória. Tal, pode refletir mudanças na abundância das suas presas ou na sua seletividade por parte das aves, que nessa fase têm de adquirir reservas energéticas substanciais para os voos migratórios.

Link para o artigo: https://ardea.nou.nu/ardea_show_abstract.php?lang=uk&nr=4455

A capa da revista destaca uma das espécie de limícolas mais abundantes nesse arquipélago, o maçarico-galego (Numenius phaeopus), ave que é recordista dos voos migratórios sem paragens na rota migratória do Atlântico Leste, voando de forma contínua milhares de quilómetros entre a Islândia (onde se reproduz) e a África Ocidental onde passa a época não reprodutora. Curiosamente, a mesma equipa de investigadores do CESAM, descobriu recentemente que os juvenis desta espécie fazem estas longas migrações também sem qualquer paragem quando têm apenas cerca de 60 dias de vida. Ao deixarem a Islândia significativamente mais tarde que os adultos, lançam-se, na grande maioria dos casos, por sua conta e risco numa travessia oceânica que não sabem quando irá terminar. 

 Link para este outro artigo: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/ibi.13282

A pergunta é o título do artigo recentemente publicado na revista Biodiversity and Conservation, que contou com a participação de investigadores do CESAM, da Universidade de Aveiro, da Universidade do Minho e da Universidade de Lisboa. Esta trabalho foi realizado no âmbito da tese de mestrado da antiga aluna da UA, Raquel Martins.

Como é referido na publicação, as populações de lobo ibérico têm vindo a diminuir em Portugal, devido a uma combinação de fatores tais como a destruição do habitat e a perseguição humana. Esta situação é particularmente preocupante no centro de Portugal, onde as alcateias são altamente fragmentadas, isoladas e com poucos indivíduos. Os conflitos entre o Homem e o lobo são constantes nesta área devido aos elevados níveis de predação deste predador sobre o gado, como consequência da pouca diversidade e abundância das presas selvagens, como javalis e corços. Assim, a perseguição humana é considerada a principal ameaça à sobrevivência do lobo ibérico nesta área.

Este estudo, focado nas alcateias da Arada, Montemuro e Cinfães, contabilizou um total de 222 questionários realizados junto de populações locais que habitam esta área, divididos em três grupos de interesse (público em geral, proprietários de gado e caçadores), tendo sido recolhidas informações acerca de aspetos como Atitude, Medo e Conhecimento, relativamente ao lobo.

Os investigadores verificaram que a atitude humana em relação ao lobo tende a ser mais positiva com a diminuição do medo e o aumento do conhecimento. Os fatores que influenciaram o medo incluíram gênero, conhecimento e experiência pessoal com lobos.

Estas conclusões podem ser utilizadas na gestão de grupos específicos com iniciativas de sensibilização ambiental, com o objetivo de aumentar o conhecimento e reduzir as fontes de medo.

Os investigadores alertam ainda para a necessidade de desenvolver medidas de conservação particularizadas, tendo em conta os pontos de vista das partes interessadas, para proteger eficazmente o lobo ibérico.

Veja o artigo aqui

O Grupo de Estudantes de Doutoramento do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro, GED-CESAM, numa iniciativa de ligação à comunidade não académica, organizou o primeiro concurso “Pitch or Perish”.

Numa alusão a um artigo científico de 2014, que discutia a importância de publicar o trabalho científico, a organização pretendeu chamar a atenção para a necessidade de os investigadores comunicarem os seus trabalhos numa linguagem simples e acessível ao público não académico.

Segundo a organização, o concurso, que decorreu com o apoio do CESAM na passada quarta-feira, dia 20 de março, no Café-Restaurante Convívio, pretendia aproximar a comunidade académica e a comunidade não académica de Aveiro, onde o CESAM-UA está inserido. Os alunos de doutoramento apresentaram os seus trabalhos de investigação em 3 e 5 minutos em várias etapas que culminaram com a escolha das melhores apresentações, pelo júri, que integrava, entre outros, as vice-coordenadoras do CESAM Ana Cristina Esteves e Fátima Alves, que é também Diretora do Departamento de Ambiente e Ordenamento da UA, e Ruben Silva, representante do GED-CESAM.

Segundo Ruben Silva, representado a organização “pretende-se que este evento seja o primeiro de muitos. A receção foi excelente e o facto de ser realizado num espaço público, referência para os Aveirenses, torna esta ocasião uma oportunidade única de partilha entre dois mundos que por vezes não estão tão ligados como deveriam”.

O GED-CESAM, criado recentemente para representar os alunos de Doutoramento do CESAM-UA, tem como pilar da sua ação o estreitamento dos laços entre os alunos e a comunidade académica e não académica. Neste sentido tem já vários eventos planeados para o ano de 2024.